segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Eu vejo o que ninguém quer mais ver
Eu olho para um horizonte distante
Vejo uma tempestade chegando como um apocalipse final
Desabrigando tudo envolta
Vejo pessoas Ilhadas entre concretos e abrigos recicladas pelo tempo
Eu tenho pena de quem não tem de alguém pra si lembrar
Num mergulho profundo em busca de resposta sem palavras
Por rios de águas que si perdem no oceano
Eu sinto o calor do sol olhando para o leste
Tudo em volta esta perdido pela dor
Eu sempre quis ir a igreja mas não tinha fé e nem sei rezar
Mas nunca precisei de imagens na parede do meu quarto
Ando pelo meu caminho e respiro o mesmo ar
Atravessando o mundo como areia pelo deserto
Carrego meus próprios pecado
Em nome de uma fé só minha
por:cidyang
por:cidyang
Alcançar algo tão próximo como estrelas pela noite
Numa estação de trem em 1979 todos os dias da vida
Como si nunca tivesse partido
Olhando pela janela como si o passado ainda estivesse ali
Depois daquelas montanhas adormecidas pelo vento
Ainda sonho com aquele momento olhando o brilho dos trilhos sumindo no tempo
Ao fundo ouvindo o som de um blue tocado por um negro velho
Em troca de algumas moedas
Ainda me lembro de coisas tão distantes
Como um senhor que contava histórias tristes todos os dias de pessoas desconhecidas sentado sobre sua velha caixa de engraxate
Como de um vendedor de rosas procurando pelo seu amor infinito
De uma senhora abandonada na estação por seus pais
Até hoje ainda chora sobre a foto preta e branca
E um velho cão sem dono que uiva com o apito do trem
Partindo da estação sumindo pela noite adentro
Por isso quando me virem sozinho
É porque estou feliz com minhas tristezas
Não tenha pena de quem respira saudade de um passado
Mas sim daqueles que soluça pelo um futuro remoto não vivido
por:cidyang
por:cidyang
POEMA:CIDYANG
PARA
ACOMPANHAR
ESSE SOM
Mais um dia menos um dia assim vivo como uma cobra pelo deserto
A cada dia que me levanto mi apego em algum sentido pra sobreviver nesse mundo que não me pertence
A cada raio de sol que me aquece contemplo a vida entre os mortos
Vejo as coisas mudarem como vento pelos campos
E uma senhora com muitas lembranças morrendo aos poucos
Como árvores de uma cidade grande
Em cada esquina vejo pessoas estranhas correndo sem direção
Mi perco entre paredes e carros
Não vejo o sol só uma camada de fumaça e uma lua triste sem brilho
Como uma tempestade nuclear cada vez mais próxima do fim
Num céu de Legião Urbana
Tento não envelhecer a mente cultivando os sonhos de sempre
Num jardim pelo tempo que atravesso todos os dias
Olhando as fotos ainda sinto o cheiro da primavera soprando pela janela
Como um orvalho sobre o pasto
Sempre estarei lá como uma pedra sagrada
Voando como um pássaro por sobre os vales e rios entre montanhas
Porque o mundo atual é uma grande prisão sob meus pés
Não quero a grandeza dos homens e nem todo o ouro da terra
Só quero a liberdade de uma estrada sem fim
E os conhecimentos de um índio livre pela selva
E ouvir as canções de Bob Dylan e Neil Young
Pela linha do tempo.
Pela linha do tempo levo meus pensamento e poesias de uma vida triste
Como as canções de Bob Dylan e Neil Young
Há lugares e caminhos que nunca alcançarei
Mas nunca deixarei de ouvir Bob Dylan e Neil Young
Cravado em meu coração como uma flecha somente as cinzas será o meu legado
Espalhando pelo mar como as canções de Bob Dylan e Neil Young.
Eu quero um dia amais e andar pelos caminhos do mundo
Conhecer o meu passado e futuro o meu destino a ferro e fogo
Todos os dias traço meu destino entre idas e vindas
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