terça-feira, 4 de setembro de 2012


já,faz tempo que eu cresci
como uma visão no deserto
como alguém que partiu aos 27anos
como uma rosa podada pelas mãos do seu criador
como uma cicatriz exposta a vinho e sangue
como um dia sem esperança,perdido no nada
como um caminho sem cruzamento,em alto mar
como uma dor sem lágrima,esvaindo no tempo
como um som no fundo do poço,e ninguém por perto
como um impacto depois da decolagem,até o chão
como uma árvore sem vida,no meio da maior floresta
como uma canção,jamais ouvida pelos amantes
como uma pessoa,triste em meio a multidão
como um lugar desconhecido,e ruas sem nome
como um homem só,no apocalipse do fim do mundo
como um desejo sufocado,pela insônia da lua
como um sonho partido, pela foice da desigualdade humana
como o bem vencido pelo mal,mesmo antes de lutar
somos todos enterrados numa vala,como números romanos.

por:cidyang

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